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Na maior parte das culturas, porém, a sociedade moderna se organizou de tal forma que até a solidariedade, em grande escala, foi encampada como função do Estado, estruturada em programas, projetos e instituições de alcance social. Na prática, porém, em quase todos os países a sociedade tem percebido que o Estado não tem condições de, sozinho, cuidar de todas as necessidades sociais apresentadas pela coletividade, vez que as dificuldades estruturais e a desigualdade na distribuição das riquezas geradas pela própria sociedade acentua as diferenças já existentes. Com a evolução recente desse processo de conscientização, o atendimento das demandas sociais passou a ser compartilhado entre o Estado e outros segmentos da sociedade organizada, propiciando assim o surgimento e expansão do chamado Terceiro Setor, composto de organizações sem fins lucrativos, criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num âmbito não-governamental, que dão continuidade às práticas tradicionais da caridade, da filantropia e do mecenato e expandem o seu sentido para outros domínios, graças, sobretudo, à incorporação do conceito de cidadania e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil.
Paralelamente ao crescimento do Voluntariado como um fenômeno mundial, as organizações nos principais países desenvolvidos entenderam a importância em estimular seus empregados a participar de ações com engajamento social as chamadas atividades de cidadania, amparando as atividades dos empregados e criando favorecedores para essas atividades, de forma que o conceito evoluiu para o que hoje é chamado de Programa de Trabalho Voluntariado Empresarial – PTVE, consistindo basicamente em estratégias utilizadas pelas organizações para estimular e apoiar as iniciativas de ações cidadãs de seus empregados, com foco no voluntariado. O chamado Terceiro Setor é composto de organizações sem fins lucrativos criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num âmbito não-governamental, que dão continuidade às práticas tradicionais da caridade, da filantropia e do mecenato e, expandem o seu sentido para outros domínios, graças, sobretudo, à incorporação do conceito de cidadania e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil. Esse Setor movimentou em 1998 recursos em torno de 1,2% do PIB, representando aproximadamente 12 bilhões de reais e favorecendo, no mesmo período, 9 milhões de pessoas, ou seja, aproximadamente 6% do total da população brasileira. Segundo dados divulgados pela Gazeta Mercantil, em 2002, o Terceiro Setor movimentou cerca de US$ 10 bilhões no país. Foram mais de 86 mil postos de trabalho gerados somente pelas 400 maiores entidades brasileiras beneficentes, no ano de 2000, conforme revela o 5º Censo do segmento. Segundo estimativas da mesma fonte, 10% da população brasileira, ou seja, 15 milhões de pessoas doaram em 1998 recursos para os fins do Terceiro Setor. Outro dado importante, é que o número de voluntários que lutam por esta causa no Brasil, já ultrapassa 19,5 milhões de colaboradores, com 1,5 milhão de pessoas diretamente empregadas no setor, recebendo em 2002 17,5 milhões de Reais em salários. [ 1] Em países da Europa e EUA este setor movimenta quase 6% do PIB e emprega mais de 12 milhões de pessoas diretamente, tendo beneficiado, na década de 90, mais de 250 milhões de pessoas.Por meio do voluntariado, a população quer transformar o país e está fazendo sua parte. Basta observar a multidão de pessoas que ajuda os outros sem receber um único tostão em troca. Uma pesquisa realizada em setembro de 2002 pelo Instituto Datafolha mostrou que pelo menos 28% dos brasileiros já participaram, ou continuam participando, de algum trabalho voluntário. E mais: 75% estão dispostos a doar seu tempo para alguma atividade social. Esse verdadeiro exército se soma a uma legião de mais de 1,6 bilhão de pessoas no mundo que praticam alguma ação em benefício de pessoas mais necessitadas. No entanto, o volume de brasileiros que literalmente põe a mão na massa cresce devagar. Em 1995, 54% dos jovens queriam ser voluntários, mas apenas 6% efetivamente o eram. Passados seis anos, em 2001 constatou-se que esse contingente aumentou apenas um ponto percentual, para 7%. Nos Estados Unidos, a participação da juventude vai a 62%. Mesmo assim, só no website "www.voluntarios.com.br", há uma fila de 16 mil pessoas interessadas em colocar seu espírito voluntário em prática. "Um em cada cinco brasileiros adultos participa de iniciativas sociais. Essa proporção coloca o Brasil em quinto lugar no ranking mundial do voluntariado", calcula a jornalista Camila Gino Almeida, na monografia "Jornalismo, Educação e Trabalho Voluntário", defendida este ano na pós- graduação de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná. [ 2]Considerando este quadro, a CAIXA está desenvolvendo o Programa de Voluntariado CAIXA – Nós Podemos!, objetivando contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira através da participação dos dirigentes e empregados da CAIXA, como parte de sua Responsabilidade Social, mobilizados de forma estruturada para ações de voluntariado e cidadania, com foco na solidariedade e inclusão social. O Programa está voltado para quatro objetivos básicos: 1 - Promover a informação, a conscientização e a mobilização do empregado para o exercício da cidadania por meio da prática da solidariedade, orientadas pelas 8 Metas de Desenvolvimento do Milênio, definidas pela ONU e subscritas por 191 países, inclusive o Brasil. 2 - Institucionalizar mecanismos de reconhecimento e registro funcional da participação do empregado da CAIXA em ações de Cidadania alinhadas com o Programa de Voluntariado, de forma a perenizar essa atitude como um valor organizacional. 3 - Instrumentalizar a prática do voluntariado como parte integrante do Sistema de Responsabilidade Social da CAIXA, inclusive quando houver possibilidade e oportunidade de participação do público/cliente das muitas atividades sociais e negociais da empresa. 4 - Organizar a participação e integração institucional da CAIXA no esforço de resgate social feito pelos Governos Federal, Estaduais, Municipais e do Distrito Federal e pela sociedade civil organizada, priorizando o foco da ação na população já identificada como cliente de Programas Sociais. O Programa de Voluntariado apoiará Projetos específicos, de iniciativa dos empregados, das entidades parceiras e também da própria empresa, dentro de condições que estão sendo delineadas pela SUPES/GESAD e o Comitê do Voluntariado, composto por empregados representantes de várias áreas da Matriz, com atuação permanente, para apoiar a implementação das Políticas do Programa, acompanhar os Planos de Ação e os Projetos do programa, analisar novas propostas e integrar as ações internas da empresa, em Voluntariado. No desenvolvimento de Projetos do Programa também está prevista a participação de entidades representativas dos empregados, da ativa e aposentados, como também dos principais parceiros da CAIXA. Foram desenvolvidos, como Pilotos, 4 projetos em 2005: – Organização do esforço da Coleta Seletiva de Lixo e seu adequado tratamento e destinação – Âmbito: Brasília (Prédios da CAIXA e dos Ministérios) – Estão sendo oferecidas oficinas de reciclagem e desenvolvidos convênios com a ONG Moradia e Cidadania, e outras, para apoiar ações específicas do Projeto.
• Alfabetização de Jovens e Adultos – Alfabetização, por voluntários da CAIXA, de prestadores de serviço que trabalham nos prédios da CAIXA, em parceria com a ONG Moradia e Cidadania – Âmbito: Inicialmente no prédio da CAIXA – Matriz, em Brasília – DF – 40 voluntários se inscreveram no projeto que trabalhou com 30 alunos em diversas turmas, conforme disponibilidade dos beneficiados e dos voluntários. Os alfabetizadores tiveram um mini-curso aplicado por professores da UnB – Universidade de Brasília. • Solidários contra o Câncer Infanto-Juvenil – Incentivo à participação dos empregados em atividades de prevenção e combate ao Câncer Infanto-Juvenil e apoio às crianças portadoras, em parceria com as Casas de Apoio – Âmbito: Nacional – Vários Fóruns (reuniões para contatos e discussão do Projeto) estão sendo desenvolvidos com Casas de Apoio e hospitais especializados, em vários Estados. Já foram realizados 6 Fóruns estaduais, em Florianópolis/SC, Salvador/BA, Brasília/DF, Aracaju/SE, João Pessoa/PB, Manaus/AM. Os próximos serão nos Estados: CE, PA, MG, SP, RJ, PR, MS e RS.
• Adolescente Aprendiz – Educação e iniciação profissional a adolescentes estudantes, tendo como Orientadores empregados da CAIXA, em parceria com entidades sem fins lucrativos – Âmbito: Nacional, em operação. – Atualmente conta com 3400 adolescentes contratados e 4000 orientadores.
Segundo levantamento realizado pela SUPES/GESAD, mais de 10.000 empregados da CAIXA estão engajados em atividades de voluntariado no país. Para operacionalizar o Programa de Voluntariado CAIXA, estão sendo desenvolvidos dois instrumentos principais: A capacitação para a atividade voluntária e um sistema informatizado de gestão do voluntariado na CAIXA. O instrumento informatizado de gestão do Programa é o SIVOL – Sistema de Gestão do Voluntariado, que está em desenvolvimento pela VITEC – Vice-Presidência de Tecnologia. O SIVOL registrará as oportunidades de ação voluntária dos empregados e as necessidades das entidades e Projetos cadastrados, e fará o encontro dos dois, facilitando ao empregado a escolha da ação de voluntariado que mais se adequar aos seus interesses. Nas RERHIS estarão Agentes Regionais, que atuarão orientando esta operacionalização, e nos Escritórios de Negócios Institucionais também haverá apoio especializado para a atividade, atuando principalmente junto a organismos e instituições de ação social, públicas e privadas. Para o empregado que hoje já está engajado em alguma atividade voluntária, haverá a possibilidade de registrar no SIVOL a entidade na qual atua, para beneficiá-la, dentre outras coisas, com a oferta de mais voluntários e a visibilidade dada pelo Sistema. Os empregados que ainda não são voluntários hoje, terão a oportunidade de conhecer mais essa possibilidade de atuar como cidadão responsável, desta vez com o amparo e estímulo institucional. O fortalecimento das relações com Organizações e entidades da sociedade civil, privadas e governamentais, objetiva desenvolver parcerias e ampliar as possibilidades de aplicação dos conceitos da atividade voluntária e propiciar oportunidades sociais iguais para todos, principalmente, para as pessoas mais carentes.
Dessa forma, a CAIXA estará ampliando o cumprimento de sua função social apoiando as atividades voluntárias dos empregados de forma estruturada e conseqüente. Daurim Goulart Duarte Superintendente Nacional de Gestão de Pessoas Caixa Econômica Federal
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